Capa do livro O vermelho e o negro

O vermelho e o negro

por RUY CASTRO

COMPANHIA DAS LETRAS Português Brochura

O vermelho e o negro

por RUY CASTRO

COMPANHIA DAS LETRAS Português Brochura

Sinopse

Sua camisa vermelha e preta viaja de canoa pelos igarapés, galopa pelas coxilhas, caminha pelos sertões, colore todas as praias, está nos barracos e nas coberturas. Suas cores vestem homens e mulheres, famosos e anônimos, pobres e ricos, idosos e crianças, feios e bonitos. Quem é? Leva o prêmio quem disser Flamengo.
É o clube de maior torcida do Brasil e - por que ser modesto? - do mundo. Com seus quase 40 milhões de adeptos, chega perto da população inteira da Espanha.
E, apesar de cobrir todo o território, é surpreendentemente una. (Como se explica que um rubro-negro do Acre ou de Caxias do Sul reaja exatamente como um rubro-negro do Leblon?) No dia em que se estudar a fundo a integração nacional à luz da modernidade, vai-se descobrir que, além do Flamengo, talvez só a Igreja Católica e o jogo do bicho sejam tão abrangentes. Não por acaso, as três instituições se alimentam da mesma matéria-prima: a fé.
O vermelho e o negro (originalmente editado pela DBA, em 2001) é uma narrativa ágil, alegre e informativa da (mais que centenária) trajetória do Flamengo, por um escritor de pele decididamente rubro-negra: Ruy Castro. Sim, é o livro de um torcedor do Flamengo. Mas para ser lido também pelos torcedores dos times adversários e até pelos que não torcem por time nenhum - e que, depois disso, talvez entendam melhor a magia que o futebol desperta.

Ficha Técnica

Número de páginas
224 págs.
Idioma
Português
Gêneros
Fantasia, Infantil
Editora
COMPANHIA DAS LETRAS
Publicação
8 mai. 2012
Idade de leitura
Até 12 anos
Autor
RUY CASTRO
Encadernação
Brochura
Formato
21 x 14 x 2
Edição
1
Ano da edição
2012
ISBN-10
9788535920949
ISBN-13 / EAN
9788535920949
Peso
370 g
Dimensões
13,7 × 21,0 cm
Origem
Nacional
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Esther Dias
22/04/2026
★★★★☆ 4
O Vermelho e o Negro reflete o dualismo entre o amor e a ambição. Julien está em busca de mudar a sua realidade, tentando fugir da vida que o aguardava como carpinteiro no interior da França. Ao ter um vislumbre da nobreza quando passa a trabalhar para a família Rênal, ele se deslumbra com aquela cultura e com uma realidade completamente diferente da sua.É curioso como ele esconde a sua paixão por Napoleão e como conquista a senhora Rênal como se estivesse em uma batalha, tratando cada avanço como uma vitória de guerra. Depois das suspeitas do caso amoroso, o jovem é enviado ao seminário, e ali fica evidente que sua vocação não é religiosa. Apesar de sua inteligência, ele desperta desconfiança. Um dos padres, ao deixar o seminário por suas ideias jansenistas, consegue-lhe um emprego com o senhor de La Mole.A partir desse momento ocorre um envolvimento confuso com a filha do marquês, Matilde. O amor entre eles parece baseado em vitórias e derrotas em um jogo de conquista. Tudo é muito intenso, e cresce com uma admiração mútua que se transforma em algo mais profundo.Algum tempo depois de ficarem juntos, e diante de um título e da gravidez de Matilde, Julien alcança um momento de felicidade. Porém, trata-se de uma felicidade frágil. Ele, que sempre se julgou superior aos nobres, acaba cometendo as mesmas falhas que criticava neles. Em vez de uma ascensão, sua trajetória se transforma em uma queda, semelhante à de Napoleão. Ele cai em si, diante da sua hipocrisia.Quando a senhora Rênal o denuncia, Julien reage com um gesto de vingança que parece ser o seu grande ato final. No entanto, ele próprio não se sente heroico. Preso, passa a refletir sobre fim e delira entre remorso e amor, pensando naquela mesma mulher contra quem atentou.Quem realmente se destaca nesse momento é Matilde. Movida por uma espécie de orgulho trágico, ela demonstra uma ânsia de participar de grandes acontecimentos, à maneira de seus antepassados. Luta pela libertação de Julien, mesmo quando ele começa a desprezá-la por representar o ideal de ambição que agora rejeita.No final, Matilde permanece com a cabeça do homem que amou nos braços e o filho dele no ventre. 
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